A maior capacidade de adaptação, com estratégias diferenciadas, é normalmente sinónimo de um potencial de melhores e maiores resultados.
Entre oportunidades e necessidades, os princípios, vontades e razões para internacionalizar podem ser muitos. Por vezes, e pela experiência da AEP com empresas exportadoras, os referidos princípios estão enviesados, não sendo concebido um plano de marketing robusto, basicamente uma estratégia, de uma forma pensada e adequada – um conceber “tailor made” irrepreensível para quem o utiliza e mais à frente executa – a execução deve ser implacável pois é na execução que está a maior parte do valor do processo.
Paciência
Conjugando consistência e foco no longo prazo. O curto prazo pode até, excecionalmente trazer resultados, só que não sustentáveis. A falta de uma abordagem sistemática e estratégica de internacionalização (seja para que mercado for, pois não há mercados fáceis) provoca insucessos que podem ser parcialmente evitados. Logo o negócio internacional não é para impacientes;
Perseverança
A abordagem a um novo mercado leva o seu tempo, tem a sua maturidade, podendo absorver muitos recursos (por vezes, anos e muitas investidas), e é normal que assim seja. Os resultados surgem da consistência e do foco em resultados de médio/longo prazo e não em estratégias de curto prazo.
Persistência
Evitar tentações de tentar “agarrar” todas as oportunidades que se detetam no novo mercado, nomeadamente aquelas que se afastam das competências-chave das exportadoras. Já basta o risco de diversificação de mercado para se dispensar o risco adicional de diversificação de modelo de negócio. Alguma persistência abre as portas certas, que em princípio apontará para maiores resultados e rentabilidades.
Preço
Aqui o “preço” refere o ser competitivo, entregar o melhor produto/serviço a um preço mais competitivo que a concorrência mais direta. Vingar num determinado mercado não depende do que vendemos mas sim de quem o compra, ou seja, qual a necessidade que conseguimos satisfazer mais rapidamente que o competidor mais próximo, e acima de tudo qual o valor diferenciador (qualidade, design, tecnologia…) que conseguimos entregar, ao melhor preço.
“Certo é que não existe uma receita única que seja aplicável a qualquer empresa e a qualquer mercado para que a sua estratégia de internacionalização funcione”
Autor: Adaptação de artigo original de José Carlos F. Pereira (expert em negócios internacionais, @02,2019)

